domingo, 10 de maio de 2009

Conexões convexas

Eu olho pra rua, e só consigo enxergar seu sorriso. Vejo as ruas e só consigo enxergar seus passos, onde vc estará? será que está bem?
Uma saudade, uma vontade de ver seu sorriso, sentir seu suspiro, sua risada louca, e vc dizendo "meo, não é assim", ou com um olhar perdido dizendo "no tempo certo".
Só quero saber em que rua nossos destinos vão se encontrar e caminhar juntos. Meu caminho já caminha contigo. Meu coração tá em vc o tempo todo. Mas é mais complicado. Antes assumi compromissos e outros sentimentos, outra pessoa, e porque ter que fazer essa terrivel escolha. Me sinto assim,meio perdida, palavras andantes, sonho flutuantes, realidade desconcertante, mundo paralelo dentro de mim, conexões convexas e estrelas coloridas, do mar só o profundo e a escuridão, o medo o perdido que se encontrou nele.
Meu amor Minha flor, cadê você.?
Quando nós humanos aprenderemos que é necessário aprender a desaprender sempre?
Somos encantadoramente bizarros e incrivelmente lindos.
Eu ainda não sei.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Que diferença faz?


Que diferença faria escrever eu cá com meus botões e zíperes?
A sua mãe certamente já lhe ensinou que deve obedecê-la. E se incorreres na desobediência, ah isso será fatal. Até que nem foi. Mas tudo bem. Tudo isso porque eu realmente precisava dessa dose de surto de lirismo juvenil. Beber demais, chapar, sair do tom, da compostura, sorrir à toa e o mais importante ficar fora de mim.
E na verdade embora ruim, no final das contas entre débitos e créditos, há realmente algo de positivo nisso. Porque geralmente quando saio de mim, consigo me enxergar melhor, e isso é muitas vezes doloroso.
Às vezes fuga, às vezes como quem diz não só porque lhe disseram sim. Algo talvez pueril, poético até. Nem sei. Mas a crise dessa consciência é que me condensa às vezes. Pensar nisso, naquilo, de ontem, de hoje, do amanhã, suas conseqüências.
Sem assumir que todos nós precisamos surtar de vez em quando, seguimos nossas vidas, nesse mundo de desencantos, sem cores, mas fétido e podre. Quem irá nos proteger?
Estamos em nossos papeis, ou eles é que estão em nós? Ou estão todos deslocados, e nem tem idéia do que são, representam, significam? Quem será que disse, que temos que ser, ou representar, significar? O fato é que realmente representamos sim, e significamos até quando somos insignificantes. Mas um louco jamais se afirmaria como tal. Então pra quê essa discussão? Tantas perguntas?
AH Arranquem de mim, o meu cérebro, meus miolos. Tem como tirar-me a consciência?
Na verdade não queria eu que me tirasse a consciência. Mas ela me atordoa, não me deixa indiferente à nada. E na verdade pode parecer uma atitude de autoflagelação, sei lá, torturante até, mas prefiro como diz a frase “morrer em pé do que viver ajoelhado”.

quarta-feira, 8 de abril de 2009


Era como se os acordes partissem de dentro de mim, uma coisa que vem da alma.
E conseguia sentir aquele som que fazia vibrar, meu cérebro, e flutuar meu corpo.
Eu podia tocar aquele som sem nem ao menos ter tocado guitarra uma única vez em minha vida.
Ruíam em mim, aqueles sensíveis tons e melodia gritante, que circulavam meu sangue em minhas veias.
Paranóico, não! Alucinante! Efervescente, bipes dentro de mim!
Jamais estive naquele estado. Mas certamete voltarei lá.E não pensava em nada e em absolutamente tudo. Sentia aquele som que me conduzia, à um espaço do universo que é inabitado por seres. E haviam estrelas e eu podia conversar com os pássaros. Entre aqui e lá. Ficava em ambos.E sumia ao mesmo tempo. O que era loucura? E me perguntava como poderia me manter naquele estado, em que minha alma estava intocável e transcendente. Toquei tambores, e uma percussão da nação, e zumbi dos palmares foi quem me ensinou. Uma viajem, mas totalmente lúcida.Hey Joe, vamos entrar na mata verde correr pelo triêro da liberdade rumo ao Sky, Blue Sky, onde as Flores são coloridas e há borboletas voando....

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Até quando?


Tudo, nada, nunca, sempre... Penso que nós deveríamos parar de usar essas palavras.
Esses dias tenho passado uns momentos nada agradáveis. Digamos que meu nível de indignação diante da realidade tem aumentado, não consigo ignorar, que o mundo está explodindo enquanto as pessoas seguem suas “lindas vidas, em busca de emoções e felicidade, perdições com discursos de moralidade, infindáveis buscas individualistas, e fúteis.”
Oh. Mas que verdadeira merda. E realmente tenho sido bem menos tolerante do que costumo ser. Mas saca? Estou cansada desse discurso democrático que na verdade é a mais podre ditadura.
Nós que começamos a nos levantar contra as espoliações, contra as injustiças, somos vandalizados e marginalizados. As pessoas não entendem, que essa busca não “é dar murro em ponta de faca”, mas sim não conformar-se com o mundo, tal qual ele está. Ele não foi SEMPRE assim, e não será assim para SEMPRE!!
Agora, enquanto nós não assumirmos a responsabilidade de sermos atores dessa transformação isso não acontecerá.
Sou comunista. Não me conformarei com o sistema. Quero que esse sistema que se mostra podre seja derrubado. Mas mais que um desejo individual de mudança. Isso agora é uma construção coletiva. A construção da “sociedade superior” como bem coloca Marx. Preste atenção, não disse “sociedade perfeita”, ela é superior, no sentido de superar as estruturas da sociedade capitalista, baseada na exploração do homem e na propriedade privada.
Estaremos aqui, ali, acolá, onde for necessário, de braços dados a lutar, com armas a levantar e uma luta por ganhar, somos o povo que cansou dos açoites da fome e da miséria, nada temos a perder, estamos prontos pra luta!

segunda-feira, 30 de março de 2009


Meus Jardins estão supensos.
Aéreos, viajando no meu espaço, entrando as vezes em seu espaço.
Intergalácias, entre estrelas, horizontes, buracos negros.

Ecos da solidão, do tempo, das profundezas de si.

Com flores, brancas, turvas, e amarelas e vermelhas.

Todas tinham um aroma, diferente.

E quando eu sentia o aroma de jasmim, na verdade era aromas misturados.
MArgaridas, lírios, cogumelos, ervas.

Confusão mesmo.

Suspensão dos pés, viajem da cabeça.
É pra isso que existe esse espaço em mim, pra sair da lucidez um pouco.

domingo, 29 de março de 2009

A música do Chico Science e Nação Zumbi. Nossa. É incrivel a mistura de ritmos que eles fazem. Eu queria mesmo saber da onde saiu tanta criatividade. Meche com a cabeça mesmo. Mas certamente eu sei sua origem.

Ouvi o som deles ontem, num estado alterado de consciência, a música conseguiu me sintonizar num espaço psicodelico e lúcido.

É cara, vamos ouvir a nação. A nação dos palmares. A nação Zumbi

o.O
Encontrei uma pessoa por quem tenho um carinho enorme, e de uma forma inexplicável, a amo.

Não sei bem o porque disso. Amo ele e ela. Será?

Confusão? Ilusão? Ou apenas uma cabeça vazia, inventando problemas, por falta deles?

Ah. sei não. Mas minha cabeça não é vazia. E sou menos egocêntrica do que as pessoas geralmente são. Egocentricos são como loucos, nunca assumem que o são....

HAHAHAHAHA(risada da mari-via orkut)

Então, Então, tão, ão. O